sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Polícia irá ao BBB15 apurar suposto homicídio cometido por Luan

Polícia ouvirá "Brother" que disse ter matado jovem no Alemão

Jovem era soldado do exército na época da ocupação do Alemão, em 2010
Jovem era soldado do Exército em 2010
Uma equipe da Divisão de Homicídios (DH) do Rio vai nos próximos dias ao local de confinamento dos participantes do "Big Brother Brasil", da TV Globo, para ouvir Luan Patrício dos Santos Rosa, de 23 anos. Ele contou durante o programa ter matado um homem durante uma operação no Complexo do Alemão, conjunto de favelas da zona norte do Rio, enquanto servia ao Exército.
De acordo com a narração de Luan, ele teria agido em legítima defesa. Segundo o Exército, porém, não há registro de que Luan tenha feito incursões no Alemão enquanto atuou como soldado.
A narração ocorreu ontem. Segundo contou aos colegas, Luan avançava por uma das favelas quando viu um jovem com uma submetralhadora e atirou contra ele, matando-o. Ao vivo na TV, Luan detalhou o momento do disparo, imitando o som de um tiro e apontando o dedo indicador para a testa. "Rasgou a cabeça dele e a caixa d'água", contou. "Na hora eu tremi, o sargento olhou para mim e disse: 'Ou era você ou ele'", contou.
Em função disso, a DH decidiu tomar o depoimento do rapaz, e irá ao Projac, em Jacarepaguá - RJ, na casa do "BBB15". Em nota emitida nesta quinta-feira, o Comando Militar do Leste (CML) afirmou que Luan foi incorporado ao Exército em 1º de março de 2010, integrando inicialmente a 1ª Divisão. Em 2011 ele foi transferido para o Grupamento de Unidades-Escola/9ª Brigada de Infantaria Motorizada. "Alguns integrantes da 9ª Brigada participaram da Força de Pacificação no Morro do Alemão, prestando serviços à base e apoio à manutenção das instalações dos militares. Não há registros de que esse efetivo tenha participado de incursões naquela comunidade", afirma a nota. Luan foi licenciado do Exército em 29 de fevereiro de 2012 e atualmente é gerente de um salão de beleza
Essa história vai gerar um desses dois possíveis problemas. O primeiro é que se a história do Brother for verdadeira, o Exército terá que dar explicações novamente. Segundo o livro do ex-assessor do Comando Militar do Leste, coronel Carlos Alberto de Lima, não houve relatos de mortes. O único óbito registrado no livro foi a de um soldado do 8° Grupo de Artilharia de Campanha Paraquedista, que segundo o registro, faleceu vítima de leptospirose. E caso a história seja falsa o Brother terá seu filme completamente queimado e ficará sob o risco de ser eliminado pelo público como um grande mentiroso, contador de histórias.

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